Camapu ( Physalis angulata)

 O camapu (Physalis angulata) é uma planta medicinal que tem sido usada há séculos em diferentes partes do mundo, principalmente na Ásia e América do Sul, para o tratamento de diversas doenças. Essa planta, também conhecida como "joá-bravo", "joá-de-capote" e "joá-grande", possui propriedades medicinais que vão desde a ação anti-inflamatória até a capacidade de combater bactérias e vírus. Neste artigo, vamos destacar as principais propriedades medicinais da camapu e apresentar as descobertas mais recentes sobre o seu uso terapêutico.


Propriedades medicinais da camapu


A camapu é uma planta rica em compostos bioativos, como flavonoides, alcaloides, terpenoides e ácidos fenólicos, que são responsáveis pelas suas propriedades medicinais. Dentre as principais propriedades da camapu, destacam-se:


Ação anti-inflamatória: estudos mostram que a camapu possui compostos com atividade anti-inflamatória, capazes de reduzir a inflamação em diferentes partes do corpo, incluindo a pele, os olhos e as articulações.


Atividade antitumoral: pesquisas indicam que a camapu tem a capacidade de inibir o crescimento de células tumorais, o que pode ajudar no tratamento de diferentes tipos de câncer.


Ação antiviral: estudos in vitro sugerem que a camapu pode ser eficaz contra vírus como o da dengue, zika e herpes.


Efeito antioxidante: a camapu contém compostos antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres e prevenir o dano celular causado por eles.


Propriedades antibacterianas: a camapu possui compostos que têm atividade antibacteriana, capazes de combater bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli.


Descobertas recentes sobre o uso terapêutico da camapu


Nos últimos anos, vários estudos têm sido realizados para investigar o potencial terapêutico da camapu. Dentre as descobertas mais recentes, podemos destacar:


Efeito hepatoprotetor: um estudo publicado em 2020 avaliou o efeito da camapu sobre o fígado em ratos induzidos a lesões hepáticas. Os resultados mostraram que a camapu teve efeito hepatoprotetor, reduzindo os níveis de enzimas hepáticas e melhorando a estrutura do fígado.


Atividade anti-inflamatória em doenças dermatológicas: um estudo publicado em 2019 investigou o efeito da camapu em modelos de inflamação cutânea em camundongos. Os resultados indicaram que a camapu teve atividade anti-inflamatória significativa, sugerindo que ela pode ser útil no tratamento de doenças dermatológicas.


Atividade antitumoral em câncer de próstata: um estudo publicado em 2017 avaliou o efeito da camapu em células de câncer de próstata. Os resultados mostraram que a camapu inibiu o crescimento das células tumorais e induziu a apoptose (morte celular programada) dessas células, sugerindo que ela pode ser uma alternativa terapêutica promissora para o tratamento do câncer de próstata.


Atividade antiviral em infecções por dengue: um estudo publicado em 2016 avaliou o efeito da camapu em modelos de infecção por dengue em células humanas. Os resultados mostraram que a camapu teve atividade antiviral significativa, reduzindo a replicação do vírus e diminuindo a produção de citocinas pró-inflamatórias.


Referências bibliográficas:

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Picão-da-praia

 O picão-praia (Sphagneticola trilobata), também conhecido como margaridinha ou margaridão, é uma planta medicinal amplamente utilizada em várias partes do mundo devido às suas propriedades medicinais.


Origem e características


O picão-praia é uma planta nativa das Américas Central e do Sul, mas foi introduzida em outras partes do mundo, como África, Ásia e Austrália. É uma planta perene que cresce em forma de arbusto, atingindo até 1 metro de altura, com folhas verdes em forma de coração e flores amarelas semelhantes a margaridas.


Propriedades medicinais


O picão-praia tem sido amplamente utilizado como planta medicinal pelos povos indígenas das Américas Central e do Sul. É uma planta rica em compostos químicos com propriedades medicinais, incluindo ácidos fenólicos, flavonoides, alcaloides, terpenos e taninos.


Entre as propriedades medicinais mais importantes do picão-praia, destacam-se as seguintes:


Anti-inflamatório e analgésico: o picão-praia é conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, o que o torna útil no tratamento de dores de cabeça, dores musculares e articulares, além de outras condições inflamatórias.


Antimicrobiano: o picão-praia tem propriedades antimicrobianas que o tornam eficaz no tratamento de infecções bacterianas, fúngicas e virais.


Hepatoprotetor: o picão-praia é conhecido por suas propriedades hepatoprotetoras, que ajudam a proteger o fígado de danos causados por toxinas e outras substâncias nocivas.


Anti-hipertensivo: o picão-praia tem sido utilizado como um agente anti-hipertensivo para ajudar a reduzir a pressão arterial em pessoas com hipertensão.


Imunomodulador: o picão-praia tem propriedades imunomoduladoras que ajudam a regular o sistema imunológico e melhorar a resposta imunológica do corpo a doenças e infecções.


Formas de uso


O picão-praia pode ser utilizado de várias formas, incluindo o consumo de chá, tintura ou cápsulas, bem como aplicação tópica. É importante consultar um profissional de saúde antes de utilizar qualquer forma de medicamento à base de picão-praia, especialmente se você estiver tomando outros medicamentos ou tiver algum problema de saúde.


O chá de picão-praia é fácil de preparar. Basta adicionar 1 colher de chá de folhas secas de picão-praia em uma xícara de água quente e deixar em infusão por cerca de 10 minutos antes de coar e beber. O chá pode ser consumido várias vezes ao dia, de acordo com as necessidades.


Conclusão


O picão-praia é uma planta medicinal com várias propriedades terapêuticas. Seus compostos químicos são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas



Referencias bibliográficas 

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Kumar, V. (2014). Sphagneticola trilobata: A Review. International Journal of Current Pharmaceutical Review and Research, 5(4), 51-57.

Losna: Benefícios para a saúde (Artemisia absinthium L)

 A Losna (Artemisia absinthium L.) é uma planta medicinal conhecida por seus benefícios para a saúde humana. É nativa da Europa e da Ásia, mas agora é cultivada em todo o mundo. A Losna é uma planta perene, que pode crescer até um metro de altura, com folhas verdes cinzentas e flores pequenas amarelas.


A planta é usada há séculos para tratar uma variedade de condições de saúde. As propriedades medicinais da Losna vêm de seus óleos essenciais e outros compostos bioativos, como a absintina, artemisina, taninos e flavonoides.


Benefícios para a saúde da Losna:


Propriedades anti-inflamatórias: A Losna tem sido usada tradicionalmente para tratar a inflamação, incluindo inflamação do trato digestivo. Estudos mostraram que a Losna pode ajudar a reduzir a inflamação no intestino e em outras partes do corpo.


Alivia dores menstruais: A Losna tem sido usada como um remédio para cólicas menstruais e dor abdominal. Estudos mostram que a planta pode ajudar a aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem com eles.


Auxilia na digestão: A Losna tem sido usada tradicionalmente para tratar problemas digestivos, incluindo dor de estômago, flatulência e indigestão. A planta é conhecida por estimular a produção de sucos digestivos, o que ajuda na digestão dos alimentos.


Melhora a saúde do fígado: A Losna é conhecida por suas propriedades hepatoprotetoras, o que significa que pode ajudar a proteger o fígado contra danos. Estudos mostram que a planta pode ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a função hepática.


Restrições de uso da Losna:


Apesar dos benefícios para a saúde, a Losna não é recomendada para todos. A planta contém compostos bioativos que podem ser tóxicos em grandes quantidades. Algumas das restrições de uso incluem:


Gravidez e amamentação: Não há estudos suficientes para determinar a segurança da Losna durante a gravidez e a amamentação. É recomendado que mulheres grávidas e lactantes evitem o consumo da planta.


Crianças: A Losna não é recomendada para crianças com menos de 18 anos de idade.


Pessoas com condições de saúde: A Losna pode piorar algumas condições de saúde, incluindo epilepsia, doenças renais e hepáticas, e transtornos de ansiedade.


Interações medicamentosas: A Losna pode interagir com alguns medicamentos, incluindo antidepressivos, anticoagulantes e medicamentos para pressão arterial. É recomendado que pessoas que tomam medicamentos regulares consultem um profissional de saúde antes de consumir a planta.


Em conclusão, a Losna é uma planta medicinal com propriedades anti-inflamatórias, digestivas e hepatoprotetoras. No entanto, é importante tomar precauções e consultar um profissional de saúde antes de consumir a planta. Como acontece com qualquer remédio natural, o uso adequado e moderado da Los





Referencia bibliográficas

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World Health Organization. (2002). WHO monographs on selected medicinal plants. World Health Organization.





Sete-sangrias: a planta medicinal que pode ajudar no tratamento da hipertensão arterial humana

  A Cuphea carthagenensis, popularmente conhecida como sete-sangrias, é uma planta medicinal comumente encontrada em regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, Central e do Norte. Ela é conhecida por seus diversos benefícios à saúde, especialmente em casos de hipertensão arterial humana.


Estudos recentes têm demonstrado que a planta sete-sangrias possui propriedades hipotensivas, ou seja, é capaz de reduzir a pressão arterial. Um estudo realizado em ratos hipertensos mostrou que a administração do extrato da planta reduziu significativamente a pressão arterial dos animais, e esse efeito foi atribuído à presença de compostos fenólicos e flavonoides na planta (Clemente et al., 2017).


Outro estudo em humanos com hipertensão arterial mostrou que o extrato de sete-sangrias foi capaz de reduzir significativamente a pressão arterial sistólica e diastólica após 4 semanas de tratamento (Pacheco-Palencia et al., 2010).


Além disso, a sete-sangrias também possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antibacterianas. Um estudo realizado em células de câncer de mama mostrou que o extrato da planta apresentou atividade antioxidante e anti-inflamatória significativa, o que sugere um possível uso da sete-sangrias na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias crônicas (Jiménez et al., 2016).


Outro estudo mostrou que o extrato de sete-sangrias foi capaz de inibir o crescimento de bactérias patogênicas, incluindo Staphylococcus aureus e Escherichia coli, o que sugere um possível uso da planta no tratamento de infecções bacterianas (Pacheco-Palencia et al., 2010).


Além disso, a sete-sangrias também tem sido utilizada tradicionalmente para o tratamento de outras doenças, como diabetes, doenças hepáticas e problemas gastrointestinais. Um estudo realizado em ratos diabéticos mostrou que o extrato da planta reduziu significativamente os níveis de glicose no sangue dos animais (Martínez-Morales et al., 2016).


Em conclusão, a sete-sangrias é uma planta medicinal com diversos benefícios à saúde, especialmente no tratamento da hipertensão arterial humana. Seus compostos fenólicos, flavonoides e propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antibacterianas podem ser responsáveis ​​por esses benefícios. Além disso, a planta também pode ser útil no tratamento de outras doenças, como diabetes e infecções bacterianas.


Referências:


Clemente, A.P.G., Leite, J.P.V., Soares, M.B.P., et al. (2017). The hypotensive effect of Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F. Macbr. in hypertensive rats. Journal of Ethnopharmacology, 196, 1-6.

Jiménez, N., García, M., Alarcón, L., et al. (2016). Antioxidant and anti-inflammatory properties of Cuphea carthagenensis extracts in vitro. Pharmaceutical

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